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sexta-feira, 14 de março de 2014

Resposta aberta a carta aberta de Rodrigo Constantino

Esta é uma resposta aberta de uma cidadã a carta aberta do Sr. Rodrigo Constantino publicada em uma coluna da revista Veja face ao assalto sofrido pela atriz Leticia Spiler à sua residência e seus comentários sobre a necessidade urgente de um país socialista. Leia a carta AQUI

Prezado Rodrigo, respeito suas colocações, mas como esta é uma carta aberta que chegou a mim, me sinto no direito de fazer algumas análises muito importantes nesse seu texto e sobretudo sobre o seu perfil de cidadão e sobre a bandeira que divulga o seu desabafo. Não o conheço, mas ficou claro que o sr. é um direitista e me arrisco a dizer que você seja um business man, investidor, especulador e etc. Acredito também que a inflação permeando os 6% e a luta do governo para uma possível queda seja para você um motivo de insônia e dor no estômago constantes. Mesmo assim o grupo Time Life, que lidera a comunicação no Brasil, inclusive a marca que publicou a sua carta, informa, desculpe, esta sim de maneira hipócrita, que a inflação está alta e que pode subir ainda mais. Fiz alguns cursos de investimento, um deles na Bovespa e sei um pouco sobre como o IPCA, a Selic e outros índices influenciam a sua vida. Eu não posso acreditar que com todo o esclarecimento que você demonstra ter, que acredite de fato que a Leticia Spiler "fora assaltada por vagabundos que só encontraram essa maneira de viver". Muito menos acredito que a revista Veja possa endossar tal crença. Os homens que entraram lá são profissionais, muito bem formados e municiados para atuar no crime por homens como o Sr, talvez mais audaciosos e frios, que jamais abririam mão do conforto do capitalismo por uma sociedade sem guerra, mais igualitária em oportunidades e ao acesso ao conhecimento para todos. Até porque a elite capitalista é formatada para defendê-la e perpetuá-la para sempre. Vi isso de perto num "grande" (?) colégio que coordenei por um tempo. Fiquei muito triste ao ver crianças serem lavadas com informações tendenciosas e prontas, um conteúdo enorme de informações, que certamente as prepararão para o mercado financeiro e para os negócios em geral, mas não as formam para a vida e muito menos para conviverem bem e felizes em sociedade. Quando se depararem com a difícil realidade de ganhar muito como seus pais ganham em meio a lutas sociais "incômodas e descabidas", sobretudo um governo "populista" "metido a besta" que se continuar se impondo e socializar ainda mais, tudo irá por água abaixo, não terão escolha, senão continuar se corrompendo, usando seus preciosos e pesados carimbos de olhos vendados, cometendo algumas injustiças, mesmo as grandes serão amenizadas... Tudo em nome do belo, glamuroso e confortável capitalismo. Só que esse governo "metido a besta" ainda quer burocratizar esse trabalho, que antes era tão simples... Preciso fazer uma pequena, porém importante correção ao seu comentário sobre o socialismo: Ele não tira de quem tem para dar a quem não tem. Se era ingênua essa sua opinião, ou se foi a parte de história que o sr. não foi muito bem na prova, mas seu excelente colégio particular considerou muito mais importante a mensalidade gorda e em dia que sua família pagava, esclareço que o socialismo apoia, desenvolve e acredita no potencial daqueles que não tem para que possam da mesma forma, os que queiram, ter a chance de aprender a mesma coisa que o sr. aprendeu. De preferência de uma forma bem mais livre e verdadeira, sem direcionamentos de interesse particular. Não sei se o sr. tem filhos, mas quem os tem, seja o pobre ou o rico, sabe que a capacidade intelectual nasce em qualquer berço. Muitos profissionais que ocupam cargos maravilhosos, não tem competência para estarem onde estão e outros que tiveram poucas oportunidades, talvez pudessem realizar trabalhos maravilhosos. Mas faz parte do jogo... Formar uma sociedade forte, com conhecimento E carater, indubitavelmente desmantelaria a cadeia do capitalismo. Isto Não pode acontecer, não pode ser assim, não é sr Rodrigo? Agora vc VEJA, esses governos populistas, a favor dos trabalhadores e contra os capitalistas? O capitalista tem dinheiro e poder e isso é muita coisa. Como assim, deixar que eles tomem conta de tudo? Como assim, melhorar a saúde pública? E como ganharão as gigantes de plano de saúde, que são maiores ainda em outros setores? Por favor, Letícia Spiler? Vc trabalhou para o lado de cá muitos anos, fomos nós que permitimos a sua fama. Vc está querendo o que? Bater de frente conosco? Esse foi somente um aviso, hein? 

quinta-feira, 13 de março de 2014

ECA - Estatuto da Criança e do adolescente

A PARTICIPAÇÃO DO CONSELHO ESCOLA-COMUNIDADE NA GESTÃO ESCOLAR COLEGIADA.

Dissertação de mestrado de Daniel de Souza Zargidsky

O Conselho Escola-comunidade, criado no início dos anos 1980 com a finalidade de
promover o debate sobre as questões educacionais, surgiu devido a situação política e social na
qual o Brasil estava inserido, ou seja: o projeto de (re)democratização do país, re-significando
assim, o sentido da palavra “democracia”.
 Impregnada de novas tendências e ideologias, tornou-se necessário a criação de espaços,
no interior da escola que permitissem às pessoas o exercício da cidadania.
. Assim, coube à escola, instituição cujas relações autoritárias eram demasiadamente nítidas e tendo em vista o modelo de administração pública do país, iniciar um processo rápido, porém penoso, de
democratização do ambiente escolar. Como celeiro de experiências, a Rede Municipal de Ensino
do Rio de Janeiro foi pioneira na instauração destes espaços de debate nas escolas municipais.
 Surgindo por volta do ano de 1.983, o conselho de pais e mestres ganhou uma conotação
ainda maior com o advento das “Diretas Já!” no ano de 1984 pela (re)democratização do país.

1
 CARVALHO, J. M. “Cidadania no Brasil: o longo caminho.” 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.  2
Neste contexto, a escola abre suas “portas” para discutir com a comunidade as propostas de
formação de um novo cidadão, capaz de exercer plenamente sua cidadania.

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AUTOMOTIVAÇÃO - Um bom começo

Por Alessandra Luiza
Os fatores motivadores que me incentivaram a criar este blog, nem sei se conseguirei descrever todos. O principal deles: amor aos meus filhos. O que vem em seguida: amor ao meu país e muita fé de que ele em pouco tempo tomará posse da sua Real Potência, que está intimamente ligada à autovalorização de sua gente e de suas riquezas naturais. Também talvez por um pouco de ego ou autoestima, sei lá, em acreditar  - ainda que uma centelha - posso ter uma participação nesta maravilhosa mudança que ficará registrada na história mundial, um sentimento profundo, enraizado e avassalador de que a minha participação por menor que seja, é muito importante e que se é pequena preciso torná-la efetivamente mais expressiva. Utopia? Pode ser... Mas preciso lutar para que o que seja bom para os meus filhos precisa ser bom para todas as crianças, que o compartilhamento de experiências pode reacender a esperança de que a vida vale a pena em muitos corações. O mais interessante de tudo isso, será quando eu puder vivenciar aqui neste lugar as histórias de muitas famílias que já são atuantes na luta por uma educação pública de qualidade, por famílias sólidas e por uma sociedade mais justa com ricas oportunidades abertas para todos que as desejam.

Tenho um sonho a partir de agora de ter muitos pais e famílias atuantes, reunidos num só lugar, neste espaço que é nosso.

Um grato abraço a todos!